Qual será o futuro dos videoclipes na era digital?

Abril 1, 2024 - 16:55
Abril 2, 2024 - 09:14
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Qual será o futuro dos videoclipes na era digital?
Vamos fazer uma viagem no tempo? O ano era 1984 e Michael Jackson revolucionava a história  dos videoclipes para sempre. Com o cinematográfico "Thriller", o Rei do Pop impactou o mundo, ganhou prêmios e entrou pra história. Desde então, investir em videoclipes se tornou essencial e a principal ferramenta de divulgação de uma música.
Na década de 90 e início dos anos 2000s, as MTVs pelo mundo e os VHS/DVD eram responsáveis pela distribuição. Pela TV, os clipes se tornaram o ponto de conexão dos ídolos com os fãs de qualquer parte do mundo. Com a democratização da internet e a chegada da banda larga, o YouTube começa a ganhar protagonismo e, em pouco tempo, se torna "a casa dos clipes".
Por volta de 2008, após ser comprado pelo Google, o YouTube firma uma parceria inédita com grandes gravadoras, como Sony Music e Universal Music, para criação da plataforma VEVO. O clipe deixa de ser conteúdo promocional e passa a ser fonte de receita para todo um ecossistema. Quando você vê uma propaganda antes do clipe, saiba que aquela marca está pagando não apenas para o YouTube e o dono do canal. Os royalties de direitos autorais da música do clipe são gerados para gravadora e editora. Aqui no Brasil, ainda tem o ECAD, que faz a arrecadação de execução pública.
Diferente dos clipes, conteúdos que não têm obras autorais envolvidas, como podcasts, vlogs, tutoriais e receitas, são mais rentáveis para o YouTube. Para muitos especialistas, esse é um motivo sólido para a plataforma ter passado a priorizar conteúdos sem música. Em um cenário pós-pandêmico, podcasts no YouTube se popularizaram e canais com esse formato cresceram de forma meteórica. O resultado é que os artistas, em sua grande maioria, passaram a investir menos em videoclipe e experimentam formatos econômicos como visualizers, dance e lyric vídeo.
Enquanto isso, uma parte da audiência de música que consumia clipes no YouTube migrou para as plataformas de áudio. Spotify, que é a principal no mundo atualmente, anunciou que os assinantes já podem assistir clipes por lá. Em fase beta, algumas músicas contam com o botão "mudar para clipe" quando estão sendo executadas. Será essa "a nova casa dos clipes"?

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